quinta-feira, 22 de outubro de 2009

.Abrindo minhas manias...



Bem dizem: "cada louco com sua mania!". Em uma noite de chuva (e caos urbano!rs), sem mais nada para fazer, resolvi enumerar as minhas! Você já parou para contar quantas manias tem? Eu tenho inúmeras! Vou tentar colocá-las aqui (certamente vou desistir na metade!rs)... espero que nenhum amigo psicólogo me mande internar após ler isso!

Vamos lá:

. cobrir os ouvidos ao dormir

. apertar os dedos quando estou nervosa

. cheirar o copo antes de colocar a bebida

. "chacoalar" biscoitos antes de cada mordida

. deixar o macarrão com mais queijo ralado por último

. morder o canudo

. contar alfabeto quando tiro anel de lata do refrigerante

. fazer sempre pelo mesmo caminho

. escrever com o caderno torto (quase deitado!rs)

. tirar as ervilhas da comida

. comprar meias!

. não rasgar pacotes

. pisar só no preto/branco nas calçadas listradas

. passar o dedinho pelo papel quando acabo de escrever

. colocar a mão no palco antes de entrar em cena

. falar sozinha (O.õ)

. escovar os dentes andando pela casa

. apertar botões vermelhos!rs

. acender as luzes de todos os comodos quando chego em casa

. colocar o cabelo prá tras da orelha enquanto converso

. comer lanches e chocolates sempre por uma mesma ordem (da esquerda para a direita, essas coisas)

. lavar as mãos muitas vezes (antes mesmo da suína!rs)

Essas são as que eu lembrei (ou pelo menos as que eu quis contar!rs). Devo ter TOC! O.o ... São tantos anos convivendo com as mesmas manias que elas nem me incomodam mais.

Afinal...

"De ator, médico e louco... todo mundo tem um pouco!"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

.Intimista.

Hoje procurei no dicionário mil palavras diversas, dispersas, prá tentar fugir de mim. Queria escrever sobre outras coisas, outras pessoas, uma outra alma qualquer. Mas quanto mais eu fugia de mim, mais eu me encontrava. Mais e mais eu mergulhava no abismo que eu sou (porque a alma da gente é mesmo um abismo não é?!)... e fui viajando prá dentro de mim. Encontrando lembranças, desejos, tristezas, risadas... encontrei uma palavra amiga, já empoeirada, amontoada num cantinho. Mais adiante achei um amor antigo, já perdido coitadinho, esquecido, quese já fora de mim. Vi também o amor de agora, esse amor que transborda, que não cabe dentro e se expande prá fora, sai pela boca, pelos olhos, sai numa vontade de gritar pro mundo, de ter sempre por perto. Bisbilhotei um pouco mais e encontrei uma música do Chico, uma melodia de Tom, uma boca vermelha de Gal. Achei um bocado de infância, saltando do peito, uma vontade de ser criança. Vi, logo mais ali, umas mágoas acomodadas, coisas que ficaram passadas e quem não voltam mais.
E fui seguindo viagem cá dentro de mim...
...e quanto mais eu me perdia, mais de mim eu achava.
Encontrei um choro contido, uma risada escancarada. Um dia de sol bonito, uma primavera enluarada. E vi que era tudo sentimento... não tinha concreto, não tinha cimento, não tem porta de madeira... é só alma que tem aqui dentro!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

.Da saudade.



"Saudade é um pouco como fome
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

Clarice Lispector


Tenho pensado muito sobre a saudade. Pensado e sentido.. como tenho sentido saudade. Saudade daquele amor de longe, das pessoas que já se foram, dos amigos perdidos pela vida, da infância e de todos aqueles momentos bons que a gente sabe que não voltam mais!
Mas é certo que a que mais tem me doído e lamentado é a saudade daquele amor.
Essa saudade de amor para mim é tão urgente! Isso mesmo! U-r-g-e-n-t-e! Como pode amando-se alguém não querê-la a todo momento! O amor, quando é intenso (e é!), tem sempre uma certa urgência! Quer ter a coisa amada bem pertinha, praticamente grudada.. praticamente sendo só um! É essa terrível saudade não conscentida, que não sabe esperar assim contida, saudade querendo se suicidar! É dessa saudade que eu sofro!
Tudo muito piegas, eu sei... mas tem coisa mais piegas que o amor? E tem coisa melhor do que ser piegas amando!? Não, não tem!
Saudade urgente da coisa amada.
Saudade com todas as suas formas, seus cheiros e sabores.
Sim... porque saudade também tem cheiro, tem forma, tem sabor.
A minha hoje tem forma de viola, tem cheiro de café, gosto de beijo bom.
A minha saudade tem nome e endereço.
Minha saudade tem afeto e tem apreço.
Minha saudade lembra música estranha e bobeirinhas de amor.
Lembra risada alta e travesseiradas prá acordar.
Saudade que lembra olho no olho e jeito manso de falar.
Lembra dormir abraçado e conversa até a noite acabar.
É saudade que lembra ônibus da Capriolli e telefonema na estrada.
Mensagem no meio do caminho, lembrancinha de namorada.
Lembra casa boa de sogra e amizade de cunhada.
Lembra visita do amado e carro subindo na calçada.
Minha saudade me lembra pizza e bronca de namorado.
Lembra ciume bobo, lembra medo de um amor passado.
Essa minha saudade que me lembra sorriso de sobrinho e brincadeira no colchão.
Que lembra falar tchau no domingo, choro contido quando passa um quarteirão.
Saudade minha que lembra conversa no msn, email de madrugada, cartinha escondida.
Telefone tocando, mensagem chegando, tristeza contida.
Passarinho beija-flor, ciranda divertida, carinho especial.
Encontro inusitado... o mais lindo namorado... e essa saudade letal!

jtm*


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Imagem: gravura de Joe Sorren

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*Recomendo*

° Filme: O Menino do Pijama Listrado
° Livro: A menina que roubava Livros - de Markus Zusak
° Música: Nô Stopa - linda e encantadora cantora paulistana (link do myspace da Nô aí do lado em "Musica")

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Evohé, axé, inté!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tão igual ser diferente!


Esses dias andei fussando o orkut dos meus primos mais novos (feio... eu sei!!) e me deparei com um bando de fotos tortinhas, "estilosinhas", com franjinhas, óculos escuros e poses forjadas.
Até aí.. legal! Interessante ver pessoas se vestindo de um modo um pouco mais "diferente" que o de costume. O problema é que todos querem ser igualmente diferentes, e então acabam parecendo um bando de brinquedos fabricados em série! Para mim todos parecem personagens de seriados da Disney Channel! Os cabelos todos sempre muito lisos e repicados, a franja jogada no rosto, as roupasno estilo "mauricinho largado", munhequeiras, as mesmas caretas e as fotos tortas!
Há um tempinho atrás a gente era diferente porque, independente da roupa, gostávamos de coisas diferentes, íamos a lugares diferentes, fazíamos coisas diferentes e, principalmente, pensávamos de maneira diferente! E não fazíamos a menor questão de sermos como os outros, menos ainda de sermos aceitos e muito menos de sermos "populares" (ao contrário, éramos até meio "autistas por opção!"rs).
Hoje para ser diferente você tem que ser igual! Estamos formando uma leva de personagens de seriado inglês (Londres nunca esteve tão na moda como agora!). Crianças que mais parecem anãs disfarçadas!, vocabulários indecifráveis, 87329837923 "folowers" no 'twitter', perfil lotado no orkut, e tem que saber falar inglês, ok? O.o
Isso tudo me assusta um pouco!
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A imagem: são os tais "Jonas Brothers".. não vejo nada mais parecido com essa geração do que isso! rs
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*Recomendo*
°Livro: "Limite Branco" - Caio Fernando Abreu -> O livro conta a história de um adolescente entrando na fase adulta, em meio a todos os conflitos dessa fase tão difícil. A narração se divide em duas partes, em uma o narrador/observador conta o passado do menino, na outra, o próprio menino conta a sua visão das coisas - dessa vez no presente - através de um diário. O mais interessante é que o autor do livro Caio Fernando Abreu, o escreveu quando tinha 17 anos, ou seja, a mesma idade de sua personagem, o que torna o livro um tanto "auto-biográfico". Além disso tudo é contado sob a óptica de um adolescente, de maneira doce, delicada e encantadora! Com frases lindíssimas e uma carga psico-analítica imensa é o tipo de livro que a gente lê... lê.. lê.. e não quer mais parar!
°Filme: "Menina no País das Maravilhas" - encantador! Depois de Amelié é com certeza o filme mais delicado que já assisti! Vale muito a pena.
°Música: a banda pernambucana "Cumadre Fulosinha" - dispensa comentários! Segue o myspace prá quem quiser conhecer: http://www.myspace.com/comadrefulozinha
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...evohé, axé, inté!...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Da vida quem sabe lá?



"Você que sabe demais
Meu pai mandou lhe dizer
Que o tempo tudo desfaz
A morte nunca estudou
E a vida não sabe ler

Ô-babá
Não dá pra ninguém saber
Por que é que há
Quem lê e não sabe amar
Quem ama e não sabe ler

Você que sabe demais
Mas que não sabe viver
Responda se for capaz:
Da vida, quem sabe lá?
Da morte, quem quer saber? "

(Vinicius de Moraes - Canto de Oxalufã)

..eu acredito que o belo, na maioria das vezes, está no simples!...


...ai se sêsse!!...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quase...


"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."


...ainda sobre as metades!...
...sobre viver no morno...
...sobre outonos ao invés de primaveras...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Estranhas...

Gosto de coisas estranhas... de pessoas estranhas, lugares estranhos, objetos estranhos, músicas estranhas, filmes estranhos, livros estranhos, sentimentos estranhos, prazeres estranhos, desejos estranhos, e tudo mais o que soa estranho! Coisas normais são chatas, muito chatas. Gosto das estranhesas bonitas... aquelas que têm tanta alma que se tornam estranhas perante esse mundo desalmado de hoje! Mundo mais chato esse de hoje... mundo que nos obriga a ser gente da porta prá fora! Gosto do estranho que é belo... do belo porque é estranho... gosto!
Gosto do que transborda.. chega desse mundo comedido de palavras poucas, sentimentos tímidos, pessoas retraídas em si mesmas. Se é prá ser pouco... não é prá mim! Gosto do que ousa ser!
Mundo chato esse onde se vive de metades... prá mim.. ou é inteiro.. ou não é!
E me desculpe quem não pensa assim...